Empreendedorismo é Notícia
Empresária inova produção de leite em Portugal
2016-12-23

A Bel Portugal é uma empresa especializada em queijo que, há dois anos, lançou um programa para melhorar a qualidade do leite produzido no país. Ana Cláudia Sá percebeu que a nível internacional havia cada vez mais preocupação com a alimentação das vacas para que o controlo de qualidade fosse melhor. No entanto, Portugal estava ainda um pouco atrasado em relação a outros países. Assim, a empresária teve a ideia de alterar as práticas alimentares das vacas e dar-lhes acesso a pastagem fresca. O local que se afigurou como ideal foi os Açores, onde, devido à qualidade do arquipélago, os animais podiam andar soltos nos prados durante todo o ano. Com a nova aposta da diretora-geral da BEL Portugal, foi criado o Programa Leite Vacas Felizes, que existe em coordenação com mais de 300 produtores de leite açorianos. Uma das preocupações da iniciativa é a sustentabilidade das pastagens, que têm de estar constantemente disponíveis. Ao mesmo tempo, o bem-estar das vacas também é importante, já que vacas felizes irão produzir leite melhor. A empresária desenvolveu uma parceria com a Universidade Veterinária de Lisboa e conseguiu desenvolver práticas inovadoras no setor, que não se verificam na maior parte do continente europeu. Com o novo programa, a empreendedora já conseguiu produzir cerca de 30 milhões de litros de leite certificado. Ana Cláudia Sá gere três fábricas, em Vale de Cambra, Ribeira Grande e Covoada, e coordena a produção de vários laticínios e produtos industriais, como leite em pó e soro.

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Alunas de hotelaria desenvolvem novo produto alimentar
2016-12-23

Eloisa Paulino e Sara Alcântara são duas amigas que estudam na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e que gostam de inovar através da comida. Sabendo que a alfarroba tem um grande potencial de utilização na indústria alimentar, e que, inclusive, é um alimento saudável, as duas colegas decidiram apostar neste fruto. Com a combinação de novas tecnologias de produção, conseguiram fazer um cone de alfarroba a que chamaram Be-Cone. A massa fica estaladiça, saborosa e com um toque salgado. Na aparência, a diferença está também na cor, já que a farinha de alfarroba é mais escura. Para rechear o cone os clientes podem escolher entre vários sabores, como salmão fumado com rúcula, atum e espinafres ou frango com molho de queijo. O conceito é gourmet, mas as duas alunas querem levá-lo para a rua através da street food. Com o mote “primeiro prova-se, depois aprova-se”, Eloisa Paulino e Sara Alcântara participaram num concurso de empreendedorismo para ter financiamento para o projeto. Conseguiram ficar em segundo lugar na 13ª edição do Poliempreende e vão receber cinco mil euros para montar o negócio. Com o dinheiro, as empreendedoras vão conseguir chegar ao mercado no próximo ano e comercializar os cones recheados em carrinhas que vão circular por Lisboa. O projeto levou seis meses a ser desenvolvido e para o futuro as empreendedoras esperam chegar a outras cidades do país.

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Empreendedora constrói casas ecológicas de bambu na Indonésia
2016-12-23

Elora Hardy decidiu trocar uma carreira no mundo da moda para se dedicar à construção de casas ecológicas em bambu. Elora cresceu em Bali, na Indonésia, mas durante a adolescência foi viver para os EUA. Depois de anos a desenhar padrões para os tecidos dos maiores criadores de moda em Nova Iorque, em 2010 decidiu voltar à sua terra e criar a Ibuku, uma empresa de design e construção de habitações em bambu. Elora Hardy lidera a empresa, que ao longo de seis anos se empenha em revolucionar os conceitos sobre o uso do bambu na arquitetura. A ideia para criar a Ibuku surgiu da Green School, uma escola em Bali fundada pelo seu pai, que foi inteiramente construída em bambu e de acordo com princípios ecológicos. Para construir as habitações em bambu, Elora trabalha com a sua equipa de designers e com uma equipa de construtores e artesãos, que montam a casa. O bambu é uma planta que tem uma força semelhante ao cimento e uma resistência comparável ao aço, o que o torna num material de construção ideal e ecológico. A humidade e os danos provocados pelos insetos são as principais desvantagens do bambu, mas se for tratado pode durar uma vida. E a Ibuku trata o bambu com Boro, encontrado na natureza, como inseticida natural e revestimento térmico. Além de espantosas casas de bambu, Elora Hardy e a sua equipa também constroem móveis sob medida.

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Oh! Não pretende promover a cultura portuguesa
2016-12-23

Mafalda Magalhães Basto terminou o percurso académico na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e decidiu lançar um projeto próprio na área do design: Oh! Não. A marca da jovem portuense nasceu de uma constante indecisão sobre o próprio nome e da rejeição contínua de hipótese atrás de hipótese. A Oh! Não pretende promover a cultura portuguesa, em particular os provérbios e expressões típicas nacionais. Em outubro de 2015, a marca começou a ganhar forma, com doze blocos de notas com provérbios e padrões diferentes, tendo o azulejo do Porto servido de mote para a criação de vários padrões. Mafalda Magalhães Basto revela-se muito perfecionista e prepara todos os blocos de forma artesanal, conjugando um provérbio e um padrão específico, que continua nas embalagens, servindo para promover a cultura portuguesa e a compra de produtos nacionais. A venda inicial a amigos e família levou a publicidade boca-a-boca e a mais críticas positivas, que elevaram a aposta pessoal da designer portuense. O projeto desenvolve-se mais ao fim-de-semana e depois do trabalho em full time e Mafalda quer continuar a expandir a marca. Por enquanto, os blocos de notas podem ser comprados através da página de Facebook do projeto, mas também na loja de Serralves, na 4D Criativo, na Maia, e a partir de janeiro n’A Barraquinha, no Porto.

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Estudante cria associação humanitária de apoio a crianças
2016-12-23

Tinha 23 anos quando entrou, pela primeira vez, na maior favela do mundo, a Kibera, no Quénia. Marta Baeto estava a fazer um estágio internacional de três meses numa escola da pré-primária. A educação que recebeu, onde a ajuda ao próximo sempre esteve em destaque, levou-a a escolher um país onde sabia que iria fazer a diferença. O pouco tempo que passou com as crianças chegou para se apaixonar e, antes de regressar a Portugal, quis garantir que os 16 jovens que acompanhava, que iam passar para o 5º ano, ficavam inscritos e com despesas de educação pagas. Pediu ajuda aos amigos através do Facebook e conseguiu angariar dinheiro para criar uma associação, a From Kibera With Love. Apesar de ter voltado para Portugal quando terminou o estágio, o coração da empreendedora ficou ligado à favela e às crianças que lá viviam. Por isso, há dois anos mudou-se definitivamente para o Quénia. O início não foi fácil, devido à falta de dinheiro da própria estudante. No entanto, com o apoio dos pais e com leilões onde ia vendendo a própria roupa, Marta Baeto conseguiu dar um novo fôlego à sua associação. Hoje, a From Kibera With Love financia os estudos e a alimentação de 76 crianças e todos os dias as recebe para ajudar nos trabalhos de casa. A associação, que funciona dentro da favela, acompanha os jovens para que consigam ter sucesso nas aulas e uma nova oportunidade na vida.

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