Empreendedorismo é Notícia
Com a Papua mergulhe em peças únicas
2017-07-14
Numa viagem à Papua-Nova Guiné, Marta Santos e o namorado encontraram inspiração para criar o seu próprio negócio: uma marca de biquínis sob o nome Papua. Com cinco anos - foi lançada em 2012 - a marca de roupa de praia surgiu para colmatar uma falha de mercado que Marta encontrou, já que eram poucas as peças feitas exclusivamente em Portugal e por portugueses. A empresária, licenciada em Gestão de Marketing, sempre quis ter um negócio próprio. Por isso, juntou dez mil euros e lançou-se no mercado. No ano de lançamento produziu 1.500 unidades, que conseguiu vender em apenas três meses. Em 2013, investiu mais dinheiro para contratar pessoas que a ajudassem no processo de manufaturação. Paralelamente, criou um site para divulgar a marca e passou a fazer vendas online para todo o país. Todos os anos, a coleção tem um tema diferente que pretende refletir formas orgânicas que se misturam com um design arrojado e atual. A viagem que levou à criação da marca está sempre presente nas cores, que são fortes e apelativas. Para este ano, a Papua conta com inspiração africana e os fatos de banho e biquínis custam entre 85 e 110 euros. O próximo passo consiste na abertura de uma loja física, em Lisboa, para conseguir levar a marca ainda mais longe.

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Preencher Vazios para quebrar a rotina visual
2017-07-14

Quebrar a rotina visual das cidades e apelar à sensibilização dos detalhes nos espaços vazios das fachadas dos edifícios que compõe as cidades. É este o mote do projeto Preencher Vazios, nascido em 2015 pela mão da jovem Joana Abreu, através da vontade de colocar em prática a sua investigação de mestrado. O projeto consiste na elaboração de azulejos em madeira, ornamentados com frases de poetas ou escritores e que depois são aplicados nos espaços vazios de fachadas devolutas. Para além de uma intervenção artística, a ideia passa também pela necessidade de alertar para a preservação do património azulejar português. Para Joana, licenciada em Design de Interiores pela Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha e mestre em Design no Espaço Público na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, o azulejo tem vindo a perder o seu importante papel na cultura nacional. Na reconstrução dos azulejos, a empreendedora opta por uma linha inovadora com padrões mais coloridos, mas sem nunca faltar ao respeito à linha tradicional desta arte secular. O projeto nasceu e cresceu no Porto, mas já chegou a Lisboa. Entretanto, o Preencher Vazios está a dar os primeiros passos no sentido comercial. É possível encomendar uma intervenção ou malas com a integração dos elementos que trabalha e o dinheiro recolhido é utilizado em intervenções futuras. Ao mesmo tempo, Joana promove também workshops, tudo através das suas páginas nas redes sociais.

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Moinhos de Ovil: Uma experiência sensorial
2017-07-14
Foi há cerca de 14 anos que Eduarda Santos conheceu Eiriz, em Baião. Uma única visita foi suficiente para perceber que a quinta que a recebeu, e que incluía três moinhos quase em ruínas, teria de ser sua. A primeira ideia foi reconstruir e fazer do espaço um local de acolhimento para familiares e amigos. Mais tarde, e precisamente por sugestão de amigos, decidiu partilhá-lo com outras pessoas. Sem ajuda e seguindo apenas os seus próprios conceitos, Eduarda pôs mãos à obra. Assim, nasceram os Moinhos de Ovil, compostos pela Casa dos Moinhos e a Casa Dona Amélia, que homenageia a antiga proprietária. A privacidade é uma das características do espaço. Quem ali fica, não tem de se preocupar em encontrar outros hóspedes. A quinta está inteiramente por sua conta. A mentora dos Moinhos de Ovil faz questão de sublinhar que o projeto vive do lado sensorial e, por isso, pormenores como o cheiro ou as cores ganham máxima relevância. Por exemplo, garante que demorou mais tempo a escolher o detergente para a roupa de cama, do que a própria roupa. Escolheu o de sabão, pela tradição e genuinidade que lhe estão associadas. A decoração - rústica e a fazer lembrar outros tempos, sem esquecer alguns apontamentos contemporâneos - não foi deixada ao acaso. A natureza assume também um lugar de destaque e o Rio Ovil serve de cenário a passeios de caiaque e a recantos com mesinhas e camas. O stress do quotidiano não tem, assim, espaço nos Moinhos de Ovil.  

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Vestiaire Collective aposta nas peças de luxo usadas
2017-07-14
2009: A crise que se sente um pouco por todo o mundo aperta o consumo e o recurso a blogues e plataformas online tornou-se frequente para vender peças de roupa e acessórios de coleções anteriores. Nesta altura, Fanny Moizant, uma parisiense com larga experiência na indústria da moda deu conta de uma lacuna no mercado: não existia uma plataforma unificadora e credível que reunisse as várias ofertas, certificando-as e atribuindo-lhes o preço justo. Começou por olhar para os armários das amigas, juntou o que já não usavam e, a partir do seu apartamento em Paris, criou o Vestiaire Collective. O começo foi complicado, dado que o público não estava familiarizado com o conceito. Hoje, a iniciativa tem escritórios em cinco países e mais de seis milhões de membros no site. Os interessados podem preencher um formulário online e fazer upload das peças, mas só depois da aprovação do controlo de qualidade fica disponível online. Este departamento é um dos pontos fortes destacados por Fanny Moizant, para quem a confiança na oferta é, desde o início, fundamental. Assim, o Vestiaire Collective tem acordos com marcas como a Hermes ou a Chanel, garantindo dessa forma que não há peças falsas à venda. Fanny Moizant está agora de armas apontadas para o mercado asiático. Na agenda está já a viagem para Hong Kong onde pretende participar na gestão do negócio.

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Bessa Swimwear: Fatos de banho para mulheres verdadeiras
2017-07-14
Após a morte do marido, Mafalda Bessa sentiu que precisava de um novo projeto. Durante um jantar de Natal, à conversa com a prima 20 anos mais nova, Sofia Bessa, descobriram que partilhavam um interesse em comum: a costura. Ambas sonhavam começar um negócio próprio e este gosto em comum parecia ser o ponto de partida, só faltava decidir o quê. Após algumas conversas, as primas empreendedoras decidiram que o negócio seriam fatos-de-banho direcionados a mulheres mais maduras e verdadeiras, com peito natural e gordurinha. Assim, em junho de 2017, as duas sócias lançaram a primeira coleção da Bessa Swimwear – “Las Primas”. Apesar dos 20 anos de diferença, as empreendedoras acreditam que formam uma boa equipa. Sofia, com 39 anos, assegura a parte dos números, e Mafalda, de 49, traz a maturidade e o tato para lidar com clientes e fornecedores. Os fatos de banho da marca são de licra e a primeira coleção é uma aposta em padrões lisos, cores clássicas e com especial atenção aos detalhes e à qualidade de fabrico. As pequenas aplicações temperam a coleção para dar um ar mais distinto e feminino às peças. Para o futuro, as fundadoras da Bessa Swimwear tencionam exportar e aumentar a coleção com outras peças de roupa de praia.

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