Empreendedorismo é Notícia
Empreendedora ajuda a criar software de controlo nutricional
2016-02-26

Cláudia Torres criou um projeto, juntamente com três amigos, que quer contribuir para a melhoria da educação alimentar. A MOVELIFE é um software de avaliação nutricional que faz com que o utilizador consiga identificar quais os alimentos que são suscetíveis de causar alergias, ou ligados a intolerâncias alimentares. Ao mesmo tempo, a aplicação cria ementas e rótulos que disponibilizam essa informação. Os primeiros passos foram dados nos supermercados, mas a empreendedora já conseguiu fazer com que a MOVELIFE esteja presente em restaurantes e cafés. Para a empresária, a aposta passa por ir ao encontro das tendências de saúde e alimentação, ao mesmo tempo que são cumpridas as regulamentações da UE na restauração e hotelaria. Cláudia Torres é nutricionista de formação, e admite que os rótulos que existem nos alimentos são, muitas vezes, difíceis de interpretar. Desta maneira, o rótulo da MOVELIFE vem também ajudar a mudar esta visão. A inovação da MOVELIFE consiste na autonomia que é dada aos estabelecimentos quanto à avaliação e à disponibilização de informação ao consumidor. Ou seja, o software ajuda os profissionais de cozinha a avaliar nutricionalmente a comida, deixando de estar dependentes de consultoras de nutrição. A startup já venceu vários prémios, entre os quais o de melhor serviço inovação, atribuído pela Food & Nutrition Award 2015, e foi também um dos da 17ª edição do Concurso de Ideias da ANJE.

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Line Health: A tecnologia ao serviço da saúde
2016-02-26

Sofia Almeida é uma das responsáveis da Line Health, uma empresa que nasceu na StartUp Lisboa e que criou um recipiente inteligente para medicamentos. O objetivo é ajudar os doentes a tomar os medicamentos corretos à hora certa. A ideia surgiu quando a avó de um amigo de Sofia Almeida se enganou e tomou um comprimido errado. Apesar de ter ficado bem, as consequências de um erro mais grave fez com que a Line Health pensasse em desenvolver algo que ajudasse na toma de medicação. Para a empresária, criar um novo negócio é um desafio que exige muita capacidade de execução, ao mesmo tempo que existe uma equipa multidisciplinar com uma cultura muito forte. Sofia Almeida é licenciada em Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e para ela trabalhar numa startup acabou por ser um caminho natural, porque, além de ser um grande desafio, para si é um privilégio construir uma ideia e executá-la. A Line Health desenvolveu também uma aplicação móvel que alerta os familiares ou os profissionais de saúde no caso de algo não estar correto com o doente. A solução já foi testada na Europa e, nos Estados Unidos, já foram conseguidos os primeiros contactos com parceiros. Neste momento, a Line Health tem um centro de desenvolvimento em Lisboa, mas já transferiu a sede para Austin, no Texas.

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Empresária representa plataforma de sucesso
2016-02-26

A mytaxi é uma plataforma global que se aplica a várias cidades e que serve para que qualquer pessoa possa chamar um táxi através de uma aplicação. A funcionar na Alemanha desde 2009, a plataforma entrou em Portugal em dezembro, pelas mãos de Vera Falcão Ramos, e já está a ter muito sucesso. A city manager destaca que neste momento a mytaxi já tem mais de 300 carros que fazem o transporte de pessoas. Esta plataforma é inovadora porque tem características que a diferenciam. É possível fazer reservas antecipadamente e escolher um condutor habitual. Ao mesmo tempo, a mytaxi faz um controlo de qualidade das viagens e tem monitorização, através do escritório, dos percursos feitos, pelo que, desta maneira, a segurança do cliente está sempre garantida. Para trazer o negócio para o nosso país, Vera Falcão Ramos contactou vários motoristas, empresários de táxis, para falar sobre o novo projeto e propor um rendimento extra. Passados dois meses, já são os próprios motoristas a contactar a empresária para entrar para a rede de transporte. O investimento da mytaxi foi feito apenas ao nível da comunicação e de escritórios em Lisboa. Para conseguir novos clientes, a empresa tem a decorrer uma campanha de 50 por cento de desconto nas viagens. Vera Falcão Ramos destaca que a aplicação teve uma ótima receção em Portugal, e já pensa em expandir o negócio para outras cidades.

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Atlantic Sun Farms: Juntar a sabedoria portuguesa à tecnologia alemã
2016-02-26

Na quinta Montes de Cima havia exploração agrícola mas não se produzia batata-doce. Para colmatar esta falha, a Atlantic Sun Farms começou um projeto inovador em 2012 e dedicou-se exclusivamente ao seu cultivo. A batata-doce tem muitas variedades, que se podem distinguir através das cores, e tem também um baixo índice glicémico. Em Portugal é produzida no Sudoeste Alentejano e na Costa Vicentina, onde se situa a Atlantic Sun Farms. Hoje esta é a maior produtora do país, com 100 hectares e 2.500 toneladas de batatas por ano. Margarida Carvalho, gestora de vendas e marketing da Atlantic Sun Farms, destaca que a sua empresa quer ser muito boa a produzir, vender e a prestar todo o serviço de produção e comercialização. Para conseguir atingir este objetivo, à sabedoria portuguesa juntou-se a tecnologia da alemã Fritz Marshall. Assim, com máquina desenhadas especificamente para esta produção a modernização conseguiu potenciar a produção de batata-doce e elevar os números da Atlantic Sun Farms. Margarida Carvalho tem uma equipa de 12 trabalhadores fixos, mas nos picos de plantação, entre setembro e outubro, este número chega a atingir as 40 pessoas. O projeto desenvolvido foi um dos vencedores do Prémio Intermarché Produção Nacional de 2014. Depois desta vitória, a empreendedora ajudou a iniciar um novo investimento: viveiros em estufas para a produção de plantas sem vírus.

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Empreendedora cria marca de sapatos
2016-02-26

Tânia Gomes conseguiu transformar a sua paixão por sapatos num grande negócio. A empresária, que calça apenas o 33 ou 34, sempre teve muitas dificuldades em conseguir encontrar o calçado que queria. Depois de percorrer várias lojas em vários centros comerciais, percebeu que tinha que ser ela a criar aquilo de que precisava. Assim, como no Brasil apenas 3 por cento do calçado que é fabricado todo o ano é destinado a quem tem um pé mais pequeno, Tânia Gomes encontrou um nicho de mercado que não só lhe ia trazer lucro como lhe daria a oportunidade de ter os sapatos que desejava. Para começar o seu negócio, a empreendedora vendeu a participação que tinha numa empresa de marketing digital e teve que demonstrar um grande jogo de cintura e uma grande capacidade de gestão. Como os números 33 e 34 são os menos fabricados, precisou de reunir com 15 dos principais fabricantes brasileiros e convencê-los de que este era um investimento onde compensava arriscar. Na sua loja online as clientes podem ver vários detalhes dos sapatos e ainda tirar quaisquer dúvidas. Neste espaço é possível escolher entre mais de 60 pares de sapatos por mês. Apenas em quatro meses a empresária conseguiu 120 clientes em 11 estados brasileiros e já pensa em expandir o negócio para a América Latina.

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