Empreendedorismo é Notícia
“A Descoberta” dos Macaquinhos
2017-08-04
Eduarda Carvalho entrou no mundo profissional enquanto jornalista. Após 13 anos a trabalhar nesta profissão, mudou para a consultoria de comunicação. Contudo, após ser mãe pela primeira vez, aos 36 anos, a jornalista de formação sentiu a necessidade de criar o seu próprio negócio. Ao vestir os seus filhos, Eduarda não se interessava pela convencional paleta binária do azul e cor-de-rosa clarinhos – queria roupa original. A nova mamã sempre teve um gosto especial por desenhar peças de roupa, e quando se viu com mais tempo achou que era a oportunidade perfeita para lançar a sua marca de roupa infantil, que correspondesse aos seus critérios de originalidade. Assim, em 2017 nasceu a Macaquinhos. Para a empreendedora, os padrões divertidos e diferentes foram ponto assente desde o início. Deste modo, é possível encontrar peças com raposas, pinguins, caracóis, ananases e macacos. Apesar do foco nos padrões, também é possível encontrar novos básicos nesta coleção onde a primazia é dada ao algodão enquanto matéria-prima. A primeira coleção chama-se “A Descoberta” e foi confecionada por uma costureira profissional em Leiria. As quantidades limitadas de tecido tornam a marca ainda mais exclusiva por ter uma oferta limitada. Eduarda não quis abandonar os clássicos do vestuário infantil, mas a estação fria vai trazer novas peças e a decoração é uma hipótese que a criadora da Macaquinhos pondera explorar no futuro.

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Carolina Bernardo quer dar cor à vida
2017-08-04
Com 29 anos, Carolina Bernardo possui a sua própria marca de roupa e acessórios. Formou-se em Arquitetura de Design pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, mas o bichinho de criar sempre esteve presente. Com 13 anos, começou a fazer bijuteria com fimo para amigos, familiares e algumas lojas. Mais tarde, já com 21 anos, começou a dar uma nova vida a cestas de palma e junco produzidas em Portugal. E foram estas que se tornaram a rampa de lançamento para a marca “Carolina Bernardo”. Utilizando lenços típicos minhotos, a empreendedora começou a fazer as cestas de Viana. E foi com o sucesso destas cestas que começou a criar novas coleções. Atualmente, é a partir de uma folha A3 branca que Carolina dá asas à imaginação. A criadora produz padrões baseados nas suas viagens, reais e digitais, que mais tarde surgem estampados em vestidos, camisolas e cestas das coleções. Carolina encontra principalmente inspiração nas pessoas na rua e nas cores fortes que usam, principalmente nos continentes Asiático, Sul-Americano e Africano. As roupas são feitas com tecidos de corte simples, e o que marca a diferença são os detalhes e aplicações de materiais diversos nas mangas, costas, decote e partes que finalizam a peça. O objetivo é dar cor à vida das pessoas. Com produção em Portugal, o mercado principal tem sido também o português. Contudo, a empreendedora prepara-se para atravessar fronteiras a partir de setembro, numa apresentação internacional em Madrid.

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O fio de cortiça de Mónica
2017-08-04
Mónica Gonçalves é uma lisboeta que sempre foi apaixonada por moda. Em 2008, ingressou o curso de Design de Moda do MODATEX e participou em diversos concursos nacionais e internacionais de moda. Em 2012, apresentou pela primeira vez a malha de cortiça, algo que viria a dar origem à sua própria marca. Através da criação de uma patente original, a invenção do fio de cortiça, Mónica começou a produzir peças de vestuário e acessórios quentes e leves ao mesmo tempo. Em 2013, fundou a Casa Grigi. Na sua empresa, a criadora dedica-se ao estudo de materiais naturais e sustentáveis, como a cortiça que utiliza em todas as peças, seja através da malha ou em apontamentos combinados com algodão e linho. Na Casa Grigi, Mónica pretende valorizar recursos e técnicas nacionais. A moda sustentável da empreendedora tem alcançado um grande sucesso, o que já lhe angariou um prémio internacional de Inovação de Tecidos e Design de Moda pela A’Design Awards, e foi convidada por Vera Gonçalves e Joana Branco para criar a Little GRIGI, focada em roupa infantil, em Paris. O interesse da indústria pelo fio de cortiça de Mónica tem sido tanto que a empreendedora desdobrou o projeto e abriu também a empresa In.Filo, que comercializa este produto para outras marcas de vestuário e têxtil-lar. Para a designer que já exporta com sucesso para os mercados internacionais, o próximo passo será a entrada no mercado de luxo.

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Masqué: Sapatos femininos com uma “pitada” de fantasia
2017-08-04
Adriana Pedroso, formada em Desenho Industrial pelo Centro Universitário Belas Artes, é designer da Masqué, uma marca de sapatos de luxo. A fundadora da marca sempre gostou de moda e acompanhava a mãe, que é personal stylist. Numa viagem para Londres descobriu o universo do calçado. Ali soube que tipo de sapato queria e começou a desenhar. No entanto, foi na capital do modernismo, como é conhecida Barcelona, que se especializou – fez mestrado em design de sapatos. A Masqué é 100% brasileira. Com detalhes surpreendentes, associados a uma “pitada” de fantasia, Adriana tem procurado aperfeiçoar as suas criações. A marca prima pelo conforto do calçado e as formas são desenvolvidas de modo artesanal. Os modelos são testados e dados a provar, até ficarem confortáveis. Por outras palavras, a designer procura novas tendências, tem o cuidado de utilizar materiais sofisticados e as técnicas que utiliza são inovadoras. Nas múltiplas viagens que vai realizando aproveita para explorar novas ideias para a marca que tem como público-alvo mulheres independentes e multifacetadas. A Masqué contém vários modelos e cores (salto grosso, salto fino, salto alto, salto baixo), sendo o “bico redondo” uma marca forte. Adriana apresenta um sapato atual, confortável, que a mulher pode utilizar a qualquer hora. A marca tem no trabalho de patchwork de couro o seu distintivo.

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Citadin Shoes: Empreender aos 70 anos
2017-08-04
A Citadin Shoes nasceu como um negócio familiar impulsionado por uma avó de 70 anos, apaixonada por moda e convicta que a qualidade de um calçado feito à mão não tem de ser excessivamente dispendiosa. Com a reforma à vista e sem vontade de parar, Mia Teixeira da Mota deu vida à ideia a pensar nos seus dois filhos, Philippe e o Thomas, que a ajudaram a fundar a marca. Os Citadin Shoes, vendidos exclusivamente online e 100% portugueses, tiram partido da indústria do calçado em Portugal e, mais localmente, do know-how dos artesãos de Felgueiras. A marca oferece sempre duas coleções: uma coleção clássica, com continuidade ao longo do ano, e uma coleção de inverno ou de verão. Os modelos são desenvolvidos em cooperação estreita entre Mia, Philippe e Thomas, e só são produzidos com a luz verde dos três, muito embora a fundadora assuma o temperamento mais arrojado desta parceria. A empreendedora septuagenária sublinha a importância de nunca parar, de criar coisas novas e, acima de tudo, de aproveitar a vida, trabalhando, imaginando coisas e adquirindo conhecimento. A marca não exclui a possibilidade de ampliar a oferta para o sexo feminino no futuro, mas a grande aposta é o segmento clássico e intemporal masculino, a pensar nos homens do mundo, que vivem na cidade e que gostam de viajar.

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