Empreendedorismo é Notícia
Plantação de açafrão prospera no Descoberto
2017-02-17
No Descoberto, freguesia de Bogas de Cima, concelho de Fundão, há 500 metros quadrados de terreno ocupados por aquela que é considerada a especiaria mais cara do mundo: o açafrão. Depois de 20 anos a trabalhar com ostras, em França, Michelle Berot mudou-se para aquela aldeia beirã com o marido e apostou na produção de açafrão. Estão agora no terceiro ano de produção. O trabalho revelou-se exigente, dado que, desde a sementeira à colheita, tudo é feito manualmente, sem recurso a máquinas, pesticidas ou fertilizantes. As flores abrem aos primeiros raios de sol e têm de ser rapidamente colhidas, evitando que os filamentos necessários se soltem e se percam horas de trabalho. Depois de recolher as flores, Michelle corta os filamentos vermelhos e seca-os num forno elétrico. Após a secagem, o açafrão é acondicionado em frascos de vidro com rolhas de cortiça para ser enviado aos clientes. São necessárias cerca de 150 flores para produzir um grama de açafrão e entre 150 mil a 200 mil para produzir um quilo. É precisamente esta proporção que justifica o elevado preço: 15 euros por grama, um valor ainda assim inferior ao praticado em França, onde pode chegar aos 30 euros. A produção é totalmente escoada e a venda é feita online no site Açafrão da Lusitânia. Para este ano, as previsões são animadoras. Michelle conta alcançar uma média de 20 mil flores.
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Leonor Silva aposta em joias com mensagens sociais
2017-02-17
Foi no meio das escavações que Leonor Silva, formada em História e Arqueologia, encontrou a inspiração para avançar com a criação de uma marca de joalharia própria. Desde 2014 e depois do Curso de Joalharia de Autor, no Centro de Joalharia de Lisboa, a autora esforça-se por conjugar técnicas e métodos tradicionais à interpretação criativa. O sarcasmo ou a ironia são componentes que faz refletir no trabalho que desenvolve, procurando garantir que das suas mãos saem peças únicas e impactantes. Palitos, fósforos, cotonetes ou parafusos são objetos triviais que povoam o quotidiano. Contudo, nas mãos de Leonor transformam-se em matéria-prima e dão corpo a joias, como anéis, colares e pregadeiras, que, além do comum propósito de adornar, pretendem sobretudo passar uma mensagem social. Cada peça pretende contar uma história, sujeita à interpretação de cada um. No fim, o que conta mesmo é que faça sentido para quem a transporta, que contenha carga sentimental. Se assim não for, entende, é despojada de conteúdo. A Nature Mother Heart, uma peça em prata que remete para as alterações climáticas, e Hope, a pregadeira que reproduz as barreiras de arame farpado, lembrando a luta dos refugiados, são algumas das peças destacadas pela autora.
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Coração Bobo: Fatos de banho que não deixam marcas
2017-02-17
Sara Santos, Rafaela Monteiro e Daniela Francisco conheceram-se no Instituto Superior Técnico de Lisboa durante o curso de Arquitetura. Em 2014, Rafaela e Daniela fizeram Erasmus no Brasil e Sara foi visitá-las. O trio de amigas queria tirar o máximo proveito do sol, mas uma questão instalava-se: como ter um bronzeado uniforme com fato de banho? Surgiu assim a ideia de lançarem um projeto pessoal: a Coração Bobo. O nome é inspirado na música brasileira de Alceu Valença, que as amigas ouviram dezenas de vezes e decidiram que este seria o nome indicado para uma marca de fatos de banho. A Coração Bobo resolve o problema das marcas que incomoda muitas mulheres, graças a uma tecnologia implementada na conceção do tecido, cuja malha é constituída por um fio especial de poliéster, desenvolvido para funcionar como filtro seletivo de raios UV. O tecido funciona quase como protetor solar, deixando passar apenas os raios de sol necessários para bronzear a pele. A tecnologia da Coração Bobo foi testada pelo Hohenstein Institute, na Alemanha, pelo que a marca assegura que os raios UV perigosos são absorvidos quase na totalidade. Os fatos de banho são feitos no Norte e desenhados pelas três amigas, com padrões feitos através de uma técnica de aguarelas que já está patenteada. Por agora, as proprietárias da marca apresentam um modelo em quatro cores diferentes e, no futuro, querem também lançar peças de desporto.
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Joana Fernandes abriu loja de artesanato em cortiça
2017-02-17
Tudo começou com umas pequenas peças em cortiça que Joana Fernandes ia fazendo para oferecer aos familiares, em jeito de brincadeira. Mas a brincadeira acabou por se tornar séria quando começou a ganhar atenção por parte de vários clientes que foi angariando nas redes sociais. Com mais de 50 mil peças vendidas desde os dez anos, o Artesanato da Joana tornou-se uma marca conceituada, e não há mãos a medir para tantas encomendas. Atualmente, Joana Fernandes, com apenas 16 anos de idade, é uma das artesãs mais conceituadas do país no que a trabalhos em cortiça diz respeito, tendo vencido já vários prémios. No passado dia 4 de fevereiro, a artesã inaugurou a primeira loja física do Artesanato da Joana para venda dos trabalhos em cortiça, em Cabanelas, junto à oficina onde desenvolve o trabalho inspirado nos Lenços de Namorados. A jovem conta com o apoio da família no que toca a logística, conseguindo expor o seu trabalho em vários locais ao mesmo tempo, e também enviar por correio para diversos pontos do mundo. No último ano, houve um aumento de encomendas e de produção e Joana já vendeu para África e Japão. No último semestre de 2016, o Artesanato da Joana conseguiu sete novas parcerias com municípios, para além das vendas diretas a lojas de artesanato situadas um pouco por todo o país.
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Associação dá um Novo Sentido à vida
2017-02-17
Isabel Luiz tinha o sonho de terminar a carreira profissional num projeto de ação social. Decidiu tornar o sonho real e criou a Novo Sentido, associação sem fins lucrativos que trabalha na reinserção de pessoas através do trabalho. A empresária tinha um armazém de móveis usados em Óbidos e decidiu redirecionar o negócio para ajudar os outros. Passados três anos, o espaço da Novo Sentido em Óbidos tornou-se pequeno, motivando a abertura de uma nova loja, com mais espaço, em Alfeizerão, em junho de 2016. A associação ajuda atualmente dez pessoas, com o objetivo de as reintegrar na comunidade. Nas oficinas e nos armazéns da Novo Sentido, as pessoas que a instituição acolhe restauram e reparam grandes e pequenos eletrodomésticos e peças de mobiliário para depois venderem. É através deste negócio que a associação encontra verbas para subsistir. A Novo Sentido ainda está a dar os primeiros passos e Isabel Luiz reconhece que ainda há muita coisa para fazer, mas isso é uma motivação para continuar a trabalhar. Futuramente, a empresária ambiciona implementar um projeto que garanta formação profissional para as pessoas que a instituição acolhe, de modo a que se tornem autossuficientes e possam ter um futuro estável. Muitas pessoas estão hoje integradas na comunidade graças ao papel desenvolvido pela Novo Sentido, pois ali aprenderam uma profissão e a lutar por aquilo que querem.
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